0.

Poderia começar com um nome. Mas não me sinto como se só tivesse um. Poderia chamar de esquizofrenia ou uma doença de dupla personalidade. Poderia ser chamado a este blogue, o blogue da mentira, mas como também o blogue da verdade. Poderia chamar-me Maria, Manuel, Sofia ou António. A verdade é que dependendo daquilo que me chamam no dia a dia eu sinto-me sempre outro alguém que não eu. Um eu que faz estragos que tem a maldade no sangue ou um eu humano capaz de ajudar o próximo. Poderia ser tudo e mais alguma coisa, a verdade mesmo é que acho que não sou nenhuma delas. Nem eu, nem quem invento ser. Muitas das vezes tenho a sensação de não conseguir separar a verdade da mentira, porque ambas para mim são, verdade e mentira.

27/09/2009

11.

Epá, o Fernando Pessoa também tinha heterónimos man.

Quando chegar a altura digo-te isso.


lol
Tou fuck  

25/09/2009

10.

Imagino as três formas da minha vida a minha frente como se pode-se escolher uma delas. De qual eu gostaria mais... e gosto de uma delas que inventei e se pode-se escolher só de viver de uma, essa seria certamente a que escolheria, talvez porque foi idealizada e construída ao pormenor. Poderia dizer que gosto dela por ser perfeita mas não é, dentro dela existem próprias desgraças e tristezas que qualquer vida tem, afinal todos temos problemas, até esse meu lado. Não sei se o desgaste do conjunto delas está em todas terem os seus problemas e acabo por enfrentar ou viver com mais problemas do que o custume, a verdade também é que, sou eu que os crio, já que sou eu que crio essa vida. Acabar com ela seria fácil, parto o computador e acabasse a vida que não é vida apenas aquilo que me leva a morte. Morte, é tema que me mete medo, um medo que não vejo em outras pessoas e quando falo dele as pessoas riem como se fosse tont_, será que penso demasiado nela? Penso, acho que penso sim, não quero morrer e vivo sempre com a sensação que vou morrer amanhã. Em alguma das minhas vidas. Quero mesmo acabar com todas as mentiras e por consequência todas essas vidas em linhas cruzadas que se atropelam. Mas quem não tem medo de morrer? Eu tenho. Principalmente se morrer e tudo for descoberto. Como reagiram quando tudo vem ao de cima? Poderia ter tanto por fazer lá fora. Tanto. Não quero morrer. E não quero com isto dizer que estou de tal forma depressiva que me penso em matar, só não quero morrer pronto.

Independentemente disso, a minha escolha seria ter a vida que me possibilita-se estar com quem amo.

15/09/2009

9.

E uma psicóloga? Entenderia?

14/09/2009

8.

A cabeça lateja como que se explodisse a cada batimento cardíaco.

Assim se sente quando se tem consciência que a maldade não está só nas telas de cinema.

Já demorou anos demais.

Dá-me uma nova vida que está já a perdi.

Ela não existe. Que importa. Nem eu.

Será possível retomar?

Estupid_ homicida

7.

Estou a fazer com que acabemos esta relação. De maneira parva. Arranjando brigas parvas, vindas de não sei de onde, pegando estrategicamente em algum ponto que possa para fazer disso um motivo enorme de uma terrível separação. Preciso de acabar com o que temos para não acabar contigo. Poderia contar-te a verdade e como queria o poder fazer, mas não consigo. Só não te quero magoar. Amo-te, eu sei que amo. Mesmo que não saibas que sou do mesmo sexo que tu. Que toda a imagem que crias-te de mim não é a real. Que nada disso é real sem ser apenas o meu sentimento. Não te quero destruír com este amor cruel e nada verdadeiro aos teus olhos se tivesses consciência do quanto virtual ele é. Será o sentimento também virtual se tudo o que o levou ao mesmo o é? Eu amo-te eu amo-te e eu "amote".

Acaba comigo por favor.

6.

A mentira sem várias vertentes é apenas uma verdade.

12/09/2009

5.

Lá fora eles falam. Num quintal onde reina a hipocrisia, não os suporto pela forma como se dão. Engraçado, crítico o que planto todos os dias, a mentira. As famílias são assim todas tem as suas brigas esta penso ser diferente. Não vivem a briga, vivem mentira, vivem do falso. Deveria eu ser diferente? Deveria porque os odeio. Riem em voz alta como se de felicidade trata-se. Os miúdos, os pequenos felizardos não se apercebem que por entre falas e festas num cão nada é sincero. São também os únicos que amo. 4 e 12 anos. Idade da saudade. Nunca feliz mas despreocupada.

Mentira. Amo sim quem ri, a minha avô. Que se me faltar irá ser uma perda imensa.

E eu fico como a mais de um ano, no meu quarto quase todas as tardes, ouvindo, distraindo-me da televisão, do meu novo blogue que nada me dá, lembrando o quanto a amo. Se fugir pudesse não o faria. Pela falta de coragem. Eles pensam que sim, que irei. Para longe. Estudar. E assim pensam que estou "parad_" por isso, a espera do momento. Mentira, nada tenho planeado. Vou a Universidade, montarei em breve um negócio e pronto, viajar para já não, mas gostava. Falei sim, por alto. Mas não tenciono.

Penso estar sozinh_

Realmente estou, por mais mil pessoas que me rodeiem nunca que me vou sentir como me sentiria se estivesse com aquela pessoa e como a amo.

- Se tudo depender dele como chega sempre a uma hora de atraso bem podemos pensar em chegar ás 22h. Riu brincando de gozo como sempre habitual com ele.

- Já tu como não tens nada que fazer nunca te atrasas, para quem está num quarto sempre agarrad_ a um computador é fácil falar. Diz-me de jeito rude.

Magoou.

Não tenho precisão do tempo mas durante muito tempo sustive o choro e a lágrima. Não consegui a dado momento e a lágrima escorreu. Contia o soluço que teimava em querer sair. Falavam alto de outros assuntos como se nada tivesse sido dito. Num carro com 5 apenas estão 4. Eu estou longe. Fecho os olhos, pensam que estou a dormir, como sempre pensam e dou a entender que estou. Escorre a lágrima por entre o banco e a minha cara escondida. Caí.

- Não sabes o que dizes. Cuidado, tens dois filhos. Deus queira que tu e os teus nunca fiquem sem objectivos.

Penso. Mas não digo.

Ficou entalado. Como tudo.

4.

Tenho 4 blogues.

Um em que sou a pessoa que inventei. Outro que sou eu realmente mas sem qualquer intervenção que exponha a pessoa que inventei. Outro com a pessoa que amo, mas que pensa que sou quem inventei. E por fim, este que sou as duas pessoas que carrego comigo.

Qual deles o mais sincero? Nenhum é mais sincero que o outro. Todos eles tem pedaços de mim incompletos pela falta do outro eu. Este talvez seja o mais sincero de mim. O mais real.

Serei mais real que virtual?

Não, sou sempre mais virtual que real. Vivo do virtual sem usufruir do real.

Não sei.

3.

Para se ser uma pessoa mentirosa, das boas, precisa-se de uma boa memória. Li algures há uns anos e lembro-me de questionar-me se teria. Confesso que não tenho memória alguma onde meto muitas vezes a pata na poça mas logo dou volta a situação, como qualquer pessoa boa mentirosa tenho que ter o dom da manipulação e tenho. Com a ajuda de um pouco de amor da pessoa que manipulo a manipulação torna-se fácil de se chegar ao objectivo. É um facto que quando se ama acredita-se na mais parva mentira e manipulação que possa existir. Literalmente, se disser que sou uma pessoa nascida na Nigéria com três filhos e hermafrodita acreditam. Até porque tem um ponto de verdade. Minto com a convicção que o sou mesmo. Eu sinto-me mesmo uma pessoa hermafrodita. A mentira não é tão mentira quanto parece ser. Mas claro é mentira porque não tenho de facto dois sexos.

Maléfico não é?
Enfim

2.

Não é nenhum pedido de ajuda, nem um pedido de esclarecimento. É apenas um espaço de reflexão entre mim e eu. Em que muitas das vezes se possam confundir ambos os lados. Já sei, e um sítio que espero que consiga parar para perceber em que parte acabo eu e em que parte começa o outro eu.

Não, não é nada disto. Acho.

1.

Será um local de consciência plena daquilo que sou? Um local de pedido de desculpas? Um local onde me poderei mostrar o arrependimento? Onde não o poderei mostrar quando não o tenho? É um local de tudo, em que o real e o virtual se mistura. Sinto-me o ponto mais confuso entre eles, não me sinto a realidade nem a virtualidade, sinto-me... O limite de um e o começo do outro. De qual? Não sei. Sinto-me um ele e uma ela. Sinto-me um nós que já não consigo identificar. A mentira começou cedo, ganhando uma dimensão gigante que não consigo controlar. Doença? Acredito que sim. Espero encontrar aqui a consciência de que um dia algures, perdi. Ou nunca a tive? Bem não sei. O facto é que não durmo descançad_ mas nada mudo por me sentir bem na mentira.

Ainda estou a pensar em como começar isto.